Como adaptar um jogador de futebol a outra posição no terreno de jogo

Há uma espécie de lugar comum que diz que nenhum jogador de futebol ocupa uma posição fixa no terreno. Muitas vezes, até o guarda-redes tem de desempenhar o papel de líbero quando se lhe aparece avançados isolados pela frente. Saiba como adaptar um jogador de futebol a outra posição no terreno de jogo e compreenda a sua importância.

As adaptações dos jogadores de futebol

Na verdade, quando se fala em adaptações de jogadores de futebol a diferentes posições no terreno de jogo, estas podem estar a referir-se a duas situações completamente distintas:

Como situação de recurso

Muitas vezes, o treinador vê-se obrigado a apostar um jogador fora da sua posição natural face à lesão ou castigo de um outro jogador que é considerado fundamental na equipa titular. Assim, o figurino tático é exatamente igual, apesar das “peças” serem diferentes.

Como opção tática

Esta alternativa  é a mais próxima daquilo a que se chamou “futebol total”, na tradição holandesa dos anos 70 do século XX. Neste esquema, todos os jogadores defendiam e atacavam consoante a posição que iam ocupando no terreno.

Em qualquer dos casos, exige-se aos jogadores uma certa polivalência que lhes permita desempenhar diferentes papéis de forma eficiente.

As principais características dos jogadores adaptados

Para conseguir efetuar as trocas de posições com eficácia, é necessário que os jogadores adaptados possuam duas características essenciais:

Perfil físico apropriado

Será essencial que os jogadores em causa sejam detentores de um perfil físico adequado. Não será eficaz tentar adaptar, por exemplo, um defesa lateral de baixa estatura à posição de defesa central ou de ponta de lança.

Perfil técnico

É fundamental que o atleta em questão possua um perfil técnico em que os seus dotes particulares sejam compatíveis com a nova posição a ocupar. Por exemplo, não será eficaz colocar um médio defensivo lento e pesado no papel de extremo, onde se exige, acima de tudo, rapidez de execução e de deslocação.

A polivalência dos jogadores de futebol

Muitas vezes, as adaptações são imprescindíveis devido a vagas de lesões que atingem as equipas ou outros impedimentos. Para colmatar estes problemas, muitas equipas optam por incluir no plantel, logo desde o início da época, alguns jogadores a que se costuma chamar de “polivalentes”. No entanto, a experiência mostra que estes atletas acabam por não se especializar em nenhuma posição específica desperdiçando, por vezes, grandes carreiras.

Este tipo de polivalência nada tem a ver com o futebol total apresentado pelo Ajax de Amesterdão nos anos 70 ou pelo Barcelona dos nossos dias. Grande parte do sucesso do Barcelona de Pepe Guardiola e Tito Vilanova deve-se ao facto de a maioria dos seus atletas surpreenderem o adversário com aquele “carrossel” e posse de bola. Por exemplo na altura de Guardiola: o jogador Mascherano, médio defensivo, passou a atuar como defesa central, ao passo que David Villa começou a jogar como extremo e Alexis Sánchez como ponta de lança.

Desta forma, podemos dizer, em jeito de conclusão, que as adaptações de jogadores deixaram de ser um mero recurso de emergência. Elas são a base de sucesso de algumas equipas, sendo o Barcelona um dos casos mais mediáticos.




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