Como dar a volta a uma eliminatória no jogo da 2ª mão

Nas provas a eliminar que se jogam a duas mãos, as equipas disputam uma partida no seu estádio e outra na casa do adversário ou vice-versa (é determinado por sorteio) para ver quem passa à próxima fase da respetiva competição. Muitas vezes, as equipas ficam em desvantagem no jogo da 1ª Mão, fruto de um jogo mal sucedido ou até mal jogado, mas isso não quer dizer que vão ser eliminadas. Saiba como dar a volta a uma eliminatória no jogo da 2ª mão e siga em frente na prova.

O método de eliminação mais usado

O método de eliminação mais usado é o da eliminatória direta, jogada a duas mãos. Consiste no seguinte: as equipas são emparelhadas por sorteio para se defrontarem em dois jogos, sendo também selecionado por sorteio que equipa jogará em casa e fora. Este primeiro jogo designa-se por “1ª Mão”.

O segundo jogo, ou “2ª Mão”, disputa-se no campo contrário ao encontro realizado na 1ª Mão. O resultado da eliminatória é determinado pelo número de pontos obtidos no somatório dos dois jogos, sendo que a vitória equivale a três pontos, o empate a um e a derrota a zero.

Critérios de desempate

Caso o número de pontos obtido pelas duas equipas seja igual, recorre-se à maior diferença positiva de golos marcados e sofridos no conjunto dos dois jogos. Se a igualdade prevalecer, passa para a eliminatória seguinte a equipa que marcou maior número de golos fora de casa. Se, ainda assim, a igualdade prevalecer, haverá lugar a um prolongamento de 30 minutos no final do jogo da 2ª Mão. No caso de o prolongamento terminar com um empate, as equipas vão para os penáltis e ganha a que conseguir marcar mais golos.

Recuperar a desvantagem obtida no jogo da 1ª Mão

Depois de ter perdido o jogo da 1ª Mão, qualquer equipa vai deparar-se com este problema: a necessidade de fazer uma aposta numa estratégia ofensiva na 2ª Mão. Esta tática pode provocar danos na estratégia defensiva e facilitar, assim, o contra-ataque adversário. Contudo, para evitar este perigo existem algumas técnicas que podem ser colocadas em prática:

O ataque deve ser feito em bloco

O atacar em bloco significa que não é deixado espaço entre as linhas defensiva, média e ofensiva. Desta forma, os ataques da equipa adversária terão uma dificuldade acrescida em atacar a defesa contrária. A equipa que está a defender atua, assim, como um bloco único que não irá permitir que o adversário encontre espaço de colocação de bola no movimento ofensivo.

Os laterais e os extremos devem ser capazes de utilizar toda a largura do campo

Esta técnica é necessária para que a equipa não caia na tentação de “afunilar” o jogo pela zona frontal, o que favorece sempre o posicionamento dos defesas adversários. Ou seja, a equipa deve basear os seus movimentos pelas faixas laterais do campo e usar como principal arma a velocidade.

O ponta de lança deve ser o mais eficaz possível

O ponta de lança deve ser capaz de fixar os centrais adversários, permitindo assim a libertação de espaços para penetração dos médios e dos extremos. Ao mesmo tempo, esta movimentação “em cunha” do ponta de lança na área adversária, tem o poder de ocupar os defesas centrais adversários, sendo assim impedidos de dar apoio à equipa nos movimentos ofensivos e de transição ofensiva.

Manter a todo o custo o controlo e a posse de bola

Isto consegue-se privilegiando o passe curto em detrimento do passe longo que é, por norma, muito mais arriscado.




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