Desconstruindo o mito do consumidor que também é produto

Imagem: Freepik Piki SuperStar

Volta e meia vejo serviços pagos tentando desqualificar serviços equivalentes, gratuitos com os argumentos “se é de graça não pode ser bom”; “no serviço gratuito o produto é quem consome”, entre outros.
Mas é sobre esse último que vou falar agora.

Entendendo o ciclo de financiamento de um Serviço gratuito versus Serviço pago

Serviço A (pago)
A $ do consumidor paga
● O serviço A
● A propaganda do serviço A
Fazendo um ciclo.

Serviço A (gratuito)
A $ do consumidor paga
● A propaganda do produto B
● O produto B
● A gratuidade do serviço A
Fazendo um novo ciclo.

Ou seja,

não existe consumidor que também é produto, ao mesmo tempo;

esse é um argumento falacioso, uma frase de impacto pra gerar dúvida no interlocutor e vender serviços pagos.

O que existe são modelos de negócios para fazer vendas e gerar receita.

Essa venda pode ser direta ou indireta (com venda do próprio serviço oferecido ou através de propaganda – também uma forma de venda – de serviços de terceiros).

Na gratuidade ao consumidor o serviço se mantém através da propaganda, que por sua vez vende serviços (ou produtos) de terceiros.

Tanto no serviço pago como no gratuito existe propaganda e venda através dela, portanto não há como se fazer “venda do consumidor” (o que se vende é a audiência, que leva a venda de um serviço, produto ou bem, em qualquer situação).




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