Devaneios da madrugada

Frio, uma mente divagando pelos erros que não consegue mudar. O cigarro arde lentamente enquanto que os carros passam.

São por volta da uma da manha, e não consigo sentir nada, sinto pena, pena da pessoa que vai a passar na rua, será que está com frio? Ao fundo ouvesse um relógio a tocar, muito lentamente sinto o tempo a passar mas a caneta continua agarrada ao papel, não sei o que fazer, pois cada um dos cigarros acaba por se apagar e a cada biata que apago quero ir buscar mais um.

Penso no que é querer, se é algo que nos faça ter confiança, ou se pelo contrario é a confiança que nós faça querer. Em grande parte dos filmes a personagem principal descobre que quer algo e ganha confiança para tal, porque é que eu não posso ser assim? Também queria poder confiar em mim próprio, mas quem sou eu para decidir tal coisa, acaba por se tornar numa decisão ambígua. A quem é que nós podemos dar tal privilegio, pois acabar com a confiança de um ser humano é fácil, difícil é recupera-la.

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