Itaim Rock City, Vale a Pena?

O mine festival idealizado por Vagner Sousa, que desde de 2016 vem abrindo espaço para bandas independentes da zona leste de São Paulo, teve ontem mais uma edição e mais uma vez no Outback Rock Bar, e não podia ser diferente, o bar fica localizado no centro do bairro do Itaim Paulista e tem um clima total Old School; A cara do festival.
A chamada na página oficial do evento no Face Book, prometia agitar a noite de domingo e eu só posso dizer, com toda certeza, que o dever foi cumprido. Mas deixa eu contar um pouco dos pormenores de tudo que aconteceu por lá.
O evento estava programado para rolar do lado de fora da casa, mas ao que tudo indicava, São Pedro não estava muito afim de colaborar … rsrsrs. Então, não restava outra alternativa a não ser montar todo equipamento do lado de dentro (o que rendeu um bom atraso ao evento) porém, o que poderia desmotivar tanto os músicos quanto o público, pareceu ser um tipo de tempero especial, que só aumentou a vontade de todos em degustar o evento. A movimentação de músicos com aparelhagem misturado ao público que ia chegando e enchendo a casa deixou tudo mais íntimo e charmoso, afinal não é todo dia que a gente acaba “por acidente” fazendo parte do backstage de um show. Bom, aparelhagem montada, palco prontinho pra receber as bandas, casa cheia e público sedento por música. Era hora de começar.
No palco Alfa Zulu, o misto de Rock, Rap, Raggae e Psicodelia, a mistura ideal, confesso que esse foi meu primeiro contato com o som da banda, que ao deixar o palco me salivou de vontade de ouvi-los mais um pouquinho, pois fez um show curto, porém objetivo, mas ai era hora da próxima banda, e essa sim eu posso dizer com toda certeza que agitaria a noite: Com vocês Caramelus Dei, que após um breve recesso estava de volta. Toda expectativa era para a nova formação e para o novo repertório, e eis que para nosso deleite sonoro a banda se reinventou e fez um show FODARALHO “desculpe a expressão”, mas não há palavra para descrever isso.
A banda tem um público cativo que agitou com as novas músicas e cantou as antigas. E por falar nisso, não posso deixar de ressaltar a surpresa maior da noite “E arrisco dizer que foi surpresa até para os músicos também”: – O show corria perfeito e o som estava ótimo, de repente, no meio da minha música favorita (Casa, comida e roupa suja) o microfone da Fabi para de funcionar. Bom… ela continuou cantando com a voz nua e crua (“Judiera”) mas ai a galera, lindos de um jeito que só eles sabem ser, começou a cantar mais alto, e mais alto, e mais alto, até que a voz deles cobrissem o som dos amplificadores e tornasse aquele momento mágico: Obrigado Caramelus Dei, eu vou lembrar disso pra sempre.
Ao fim do show da Caramelus, mal acabamos de respirar e recompor nossos corações, sobe ao palco Elephant Stones. Três guitarras distorcidas no volume máximo, uma flauta transversal, um trompete, um baixo simples e objetivo, uma bateira consistente, e letras em inglês. Dá pra imaginar o que é isso? Pois é, é Elephante Stones. Alguns podem até dizer que é barulho, mas eu digo que é experimentação, e assim se seguiu por uma hora o show da Elephant Stones, que ao que indicava, parecia estar preparando o público para o que viria a seguir. O Punk Rock quase grunge da Mutex, ou como a banda se auto descreve Música Undergoud Um Tanto Excêntrica. O trio manda muito bem no palco, letras fortes, posicionamento político e uma marcante presença de palco, como toda boa banda Punk deve de ser, com certeza os caras fizeram o dever de casa.
Já estava ficando tarde, e quem pensava que o público não ficaria para ver a última banda, errou feio. Ao fim do show da Mutex, uma parada rápida para a troca de bandas e pronto, sobe ao palco a cereja do bolo, Original 80. Banda que para muitos dispensa qualquer comentário, mas é claro que estou aqui para comentar, sendo assim, façamos:
– Meu, mano, cara, PUTA QUE PARIU, a banda é simplesmente foda, os metais fazendo um estilo mais melódico, ora compondo solos, ora refazendo a melodia da música, as guitarras em volumes sutis regidas pela pegada forte e consistente do Ska, tudo isso sustentado pela cozinha (baixo e bateria) muito bem entrosados, resultado óbvio de anos de carreira na cena independente. Com certeza, melhor show da noite junto com a Caramelus Dei.
E ai ficamos com o resume da ópera, que para não me estender mais, só posso dizer que, dos muitos shows undergrouds que já frequentei, esse foi um dos melhores. E que o Itaim Rock City tem carimbo marcado no meu calendário e o Outback Rock Bar já é um lugar que eu super indico para quem buscar boa cerveja, lugar agradável e sem dúvida muito boa música.

Edd Fahaby

P.S: Eu em minha humilde opinião sugiro que você, caro leitor, siga as bandas em suas redes sociais e canais de stream de música favoritos, pois logo logo, uma dessas bandas estará estourando por ai, e você vai poder dizer: EU OUVIA ELES DESDE O COMEÇO…RSRSRS!!!




1 comentário to “Itaim Rock City, Vale a Pena?”

  1. Vagner disse:

    “Iatim”….eu também ja cometi esse erro, rsrs, Parabens amigo pelo texto, obrigado pelas citações. Sobre trabalhar com bandas autoraius, vc pode colocar 25 anos na minha comanda.

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