Neptuno: a Pacificação – das – Águas.

SOBRE OS TRÂNSITOS DE NEPTUNO

Neptuno é mediuno, mistico, uno …
A Unidade pós-divisão, entrega,
rendição, interiorização, Pacificação …
São assim os trânsitos de Neptuno
num Tema Natal!

Eles chamam à casa XII
num “mergulho encarpado”
ao Fundo da Alma.

Só assim o Ser se encontrará um dia,
só assim ele se afirmará com Fé,
Fé que nasce da sintonia das Águas
que o habitam …

Duas são as Águas que se confrontam
na casa XII dum Horóscopo,
duas são as Águas que Neptuno põe em conflito
para que a harmonia ascenda.

Águas-de-desejo e águas-de-Amor:
Marte/Venus, Plutão/Neptuno.
Energias contrárias que se digladiam
numa subjectividade inconsciente,
nascida de memórias “cilindradas”
em “células-mortas” que ainda nos habitam,
nascidas, marcadas p’las experiências
de muitas Vidas poluídas p’lo instinto.

Neptuno pede “transfiguração”, Alquimia,
interiorização, libertação,
entrega maior a um Centro mais Vasto
que não apenas nós!
A Hierarquia, Shambala, o Centro de onde
a Vontade de Deus é Conhecida.

Trânsitos de Neptuno diluem, confundem,
desiludem, entristecem, cansam,
tiram o ânimo …”afogam” o Ser nas suas próprias
ilusões, mudam os ventos,
e o mar das nossas águas mais intimas
torna-se revoltado, incapaz de aceitar,
enfrentar tais ondas que dão à costa
do nosso pensamento.

É assim a confusão que nos habita
nessas horas, por vezes que nos “venda”,
pois não existe mais nada a que nos agarrar,
o mar levou a ultima esperança de futuro.

… esperança ilusória ainda …

É assim que o Ser se sente,
desenraizado, sem mais nada em que investir!

Nos Evangelhos, Cristo apareceu a caminhar
sobre as turbulentas águas do mar
diante do barco dos seus discípulos que pescavam
e convidou Pedro a vir ter consigo.
Pedro amedrontado, saiu do barco, e quando pisou
as águas começou a afundar-se e suplicou ao Mestre
p’la sua Vida …

Cristo respondeu-lhe:
“Salva-te tu a ti mesmo, confia e entrega-te!”
É esta a saída para todo e qualquer trânsito
turbulento de Neptuno num Tema Natal.
Fé, entrega e rendição ao Céu!

As revoltadas águas do mar da Sagrada Escritura
simbolizam a dualidade dos sentimentos,
a turbulência representa os trânsitos de Neptuno
que confrontam o Ser com as suas ilusões,
faltas de fé e fanatismos, a partir dos seus fracos ideais.
Pedro, é a fraqueza que nos habita, e Cristo,
é a rendição maior que todos devemos um dia integrar
quando aceitarmos desiludir para renascer num Fogo Maior.

O Fogo-de-Sagitário!

Novos ideais, mais profundos, Conscientes e objectivos
revestirão depois o Ser numa entrega maior
à Vida da Alma e de todas as outras Almas,
suas irmãs de caminhada.

E eis o encontro com a mística dimensão de Neptuno,
o Amor incondicional!

Pronto a servir a Humanidade, o Ser renascido
já se pode entregar, agora sem ilusões!

Ricardo Louro
em Sines

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