O Cérebro como Tábua Rasa.

Mecanismo de cognição do conhecimento do cérebro.

 

Tentar compreender o fundamento do conhecimento pelo aspecto da natureza humana é simplesmente um equívoco, o modo de ser da chamada natureza humana é tão somente uma ideologia e corresponde aos tempos históricos dentro dos seus contextos políticos ideológicos.

O homem não é de certo modo a sua essência, pelo motivo de não existir uma essência, o que existe são diversas formas de existências, modos particulares de entender o mundo, esses modos não significam a realidade da razão e muito menos do próprio mundo, mas meios culturais específicos das produções históricas.

Os homens pensam e são exatamente seus meios, frutos de produções culturais antropológicas. Então como analisar as produções culturais quando elas não são aspectos relevantes da razão, não existe de certo modo uma razão, são diversas e equivocadas do ponto de vista da análise e do saber da construção cognitiva.

O que é o saber a não ser um apelido convencionado em acordo com sincronismos ideológicos aos devidos tempos históricos?  É o saber, portanto, a negação da sua própria natureza, aquele que sabe equivoca-se do ponto de vista do fundamento epistemológico.

Descartes com a aplicação do seu método procurou rejeitar o costume ideológico como fonte do saber por meio da autoridade, o discurso a respeito do método, a autoridade não poderia ser mais a fonte adequado do saber devida sua ligação direta com a instituição como fonte.

A instituição uma ilusão interpretativa da compreensão das coisas, era, portanto, fundamental libertar a razão. Seu caminho foi estudar as forças da mente, a natureza das estruturas mentais, como o cérebro coordena às estruturas alienantes do saber e o domínio das mesmas a lógica funcional do cérebro.

A ideia do empirismo de Locke, a defesa que o  cérebro é uma tábua rasa que a criança ao nascer não tem absolutamente nada no cérebro, e que ela será cognitivamente o que for imposta a ela, seus valores são suas imposições,  o que significa que a razão uma vez determinada, estruturada de um determinado modo, raramente consegue-se modificar.

O mundo real é o que o homem é, produto dos mecanismos culturais. Os problemas psicológicos são exatamente provenientes de um cérebro como relações das contradições formuladas estruturalmente, a ilógica das contradições, determinam as perturbações dos comportamentos humanos.

Resultados dos meios sociais como modelos políticos culturais. A mente segundo Descartes deseja livrar dos equívocos, mas se escraviza na perspectiva de outros equívocos, portanto, o homem cognitivo não se livra da razão alienada, teoria formulada por Edjar.

A natureza humana é o desenvolvimento do espírito do erro, em uma junção epistemológica de superações contínuas em situações de novas produções contextuais, Edjar.  O que é o homem crítico? Apenas uma formulação teórica do entendimento das diversidades.

A grande questão colocada, o homem é produção do seu cérebro, o equivoco dele, a projeção do mesmo ao entendimento das naturezas essenciais dos seus paradigmas diversos. Edjar.

Mas onde está o erro de Descartes? Em uma sociedade essencialmente teocêntrica, querer entender a clareza numa perspectiva essencialmente a luz da razão, o que contemporaneamente é impossível para os neuros linguistas críticos.

Refiro-me a uma linha do estruturalismo puro, libertar do erro pela lógica do cérebro é um equívoco, porque o ele não tem nenhuma lógica formulativa, é apenas a produção da alienação constante, motivo pelo qual o entendimento de qualquer objeto, em sua análise relativa, sujeito e objeto, a sua objeção, a produção final é a projeção da teoria formulada por Feuerbach, a realidade a projeção do espírito.

O que significa numa análise empírica anterior de Locke, a necessidade da verificação dos objetos do nosso entendimento, o que é próprio da natureza do cérebro, na perspectiva do empirismo crítico, é manipulação, a não serem os dados comprovados pelo aspecto sensível do mundo indutivo.

O que refletiu posteriormente Dilthey, na sua análise comparativa entre sujeito e objeto, ambos como comparações das igualdades como frutos do espírito cultural.

O que significa em que o sujeito e o objeto têm as mesmas raízes produtivas, como interpretar lógicas dialéticas diferentes com o mesmo princípio, o que diferencia do campo da natureza empírica, o método indutivo moderno e o espírito das produções culturais.

Diante dessas diferenciações, compete por meio do próprio mecanismo de síntese, o desenvolvimento do funcionamento do cérebro, seus aspectos acríticos.

A saída proposta por Edjar, a construção de um segundo cérebro, após as formulações primeiras das diversas razões, sendo as mesmas essencialmente fragmentadas e secundarias.

A grande pergunta como entender algo pelo princípio do equívoco como verdade?  Quando esses fundamentos interpretativos são de natureza histórica, o que pergunto adentrar ao fundamento essencial da lógica de cada instante elaborado é como projetar o fragmento igual à verdade, quando apenas uma ideologia do parcelamento epistemológico.

O caminho eventualmente difícil, após as formulações diversas dos entendimentos ideológicos de princípios fragmentários, a construção de um segundo cérebro, ou seja, a lógica de uma segunda razão que negue a natureza do cérebro.

Mas que atinja a perspectiva das proporcionalidades das análises, Nietzsche, por outra saída, Bachelard a verdade como proximidade contínua, o que significa que quaisquer verdades alem de quase sempre serem interpretativas, correspondem apenas ao tempo, aos seus mecanismos diversos das variáveis dos processos cognitivos de sínteses precárias, o saber é a limitação do tempo histórico.

Por outro lado, a projeção dessa limitação aos aspectos sintéticos a priori do entendimento das diversas fragmentações.  Então o saber cognitivo é a limitação das projeções das sínteses e dos tempos históricos superativos.

O segundo cérebro por natureza dialético é a negação em parte da formulação das ilusões, como verdades, ao que compete à interatividade dos fundamentos das naturezas indutivas, nas relatividades dos seus paradigmas históricos, dado também ao fundamento cultural, relacionamento a compreensão do objeto.

Agir sempre pela segunda razão, na negação objetiva das razões primeiras, qualquer entendimento em uma lógica epistemológica primeira é objetivamente ilusão, então do ponto de vista dos aspectos culturais o homem no processo de cognição não deve ser absolutamente objetivo.

A segunda razão deve buscar os aspectos positivos de todas as razões primeiras, numa segunda formulação como cognição da aproximação apenas, esse é o método proposto por Edjar.

Edjar Dias de Vasconcelos.

 

 

 

 




Deixe um comentário