O povo do Espírito nada Santo

Esse homem todo ensangüentado na foto, é um mecânico chamado Valter Aguiar Borges e morador de um lugar “que se diz cidade”- Cariacica no Espírito Santo.
O homem que estava com sinais de embriaguez (não tiremos a culpa dele) estava dirigindo próximo a uma manifestação feita por moradores da cidade que está alagada por conta das chuvas incessantes.
O que Valter tem a ver com eles? Vou explicar, o mecânico tentou ultrapassar a barreira humana, e não conseguiu, com isso quase atropelou as pessoas que estavam na rua. Repito, quase atropelou, ele não encostou em ninguém, que isso fique bem claro.
Os moradores em sã consciência começaram a depredar o carro, abriram a porta do motorista e sem dó bateram, bateram e bateram no homem, como informado, ele estava sem o controle total de seu corpo e sem ter como se defender.
Ele saiu do carro e ficou em pé rente a porta, não contente um morador de no máximo 25 anos, subiu no capô do carro e deu um chute no rosto do mecânico, parecia uma cena de filme de terceira categoria.
Depois de alguns minutos a polícia retirou o homem do local e claro não fez nada com os manifestantes.
O que esses cidadãos estavam reivindicando era sobre o excesso de lixo que estava nas ruas, por causa das chuvas.
 Não coloquemos em pauta a obrigação do Estado e da Prefeitura, mas tenho plena certeza que metade daquele lixo foi jogado pelos próprios moradores, então porque reclamar se o lixo bate à porta deles?
Será que o lixo e o alagamento justificam a raiva e o ódio latente que esses moradores tiveram ao agredir o mecânico?
Será mesmo que uma manifestação com depredação dá alguma credibilidade e direito a essas pessoas?
Se isso tivesse acontecido no tempo das cavernas, a cena não seria assustadora, mas parece que há 2012 anos as pessoas eram civilizadas.




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