O QUE É SER NORMAL?

Dentro do cotidiano popular, ser normal é agir dentro do que é esperado pela maioria das pessoas; em se tratando de unanimidade que é quase que a mesma coisa de maioria, já dizia o dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”.

Dentro da diversidade humana como podemos afirmar o que é ser normal? Cada sociedade define suas próprias regras de moral é ética; ao viajarmos para outros países vamos constatar que muitas coisas que dentro de nosso ethos social é considerado como certo, justo, belo e bom pode não ser assim tão normal se comparado a outros locais. Quando questionamos os costumes de outros povos ou mesmo quando o fazemos tendo ponto de referência outras famílias será que estamos certos? A título de exemplo pode-se citar a mania que em alguns países os homens têm de se cumprimentar se utilizando de beijo; se esta prática é realizada, por exemplo, aqui no nosso país, não será vista com bons olhos e terá um sentido afeminado.

Como se criar então um padrão para se definir o que é normal que seja adotado por todos? Isto é possível? Ao tentarmos dentro de padrões subjetivos o problema se torna ainda maior; será então que o certo a ser feito é adotarmos o equilíbrio como viés de certeza? Dentro da Filosofia Clínica o conceito de ser normal ou anormal está vinculado diretamente como a forma que os conceitos afetam a vida das pessoas.

Como é de fácil observação, a grande parte dos conceitos carregam em si os valores sociais a eles atrelados; a forma que vemos as coisas e os fenômenos, dizem muito sobre nós mesmos; nem sempre o que pensamos a respeito de algo tem que ser necessariamente a verdade para os outros.  A nossa representação de mundo é grandemente desenvolvida pela nossa historicidade espacial que traz em seu bojo o grupo de pessoas que passam por nossas vidas e o como estas pessoas nos afetam; somos formados em grande parte pelas nossas experiências com os outros; o ideal seria tentar ajudar as pessoas a encontrarem o seu meio termo, inserido em sua existência dinâmica que a faz ser o que é; este é o trabalho da filosofia como técnica clínica.

 




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