Você tem experiência?

Hoje li sobre um suposto jovem que ao ser questionado sobre sua experiência (profissional) questiona-se sobre todas as coisas que viveu e que ficaram marcadas na “memória” de seu coração, coisas simples como correr na chuva.

Eu também fiquei pensando sobre a tal experiência e também me remeti à experiência profissional.

Recordei quando era recém-formada: a imensa insegurança, espremida entre a cobrança de “acertar sempre” e o medo de “errar, errar muito”. Mas também tinha aquele olhar pra vida, meio adolescente de que: “eu vou fazer diferente!”.

E aí fiquei me perguntando como estou hoje, onde já posso ser considerada uma “jovem senhora”.

Primeiro que não me vejo e principalmente não me sinto assim.

Segundo que, apesar de todos estes anos vividos, ainda me sinto um pouco adolescente, sentindo e acreditando que “eu vou fazer diferente”, não apenas acredito, mas sei que também faço.

Quanto à insegurança e medo, eles continuam de formas diferentes, de coisas diferentes, mas eles existem. A diferença é que agora eles convivem comigo, temos uma relação mais igualitária (risos), pois eles não me dominam como outrora.

Da tal experiência que comecei a refletir cheguei à conclusão que a minha experiência me levou a poder “aceitar” o que não sei, a apaziguar o coração diante das ansiedades, a confiar mais no amanhã (e em mim) e ter um pouco mais de paciência para compreender que em alguns momentos na vida, não se pode fazer nada! Apenas esperar. Respirar fundo, sentir, refletir e esperar o momento para agir.

Pensando bem gosto de ser uma jovem senhora. Ao me olhar com os olhos da alma gosto do que vejo: vejo conteúdo de muitas e muitas situações vividas que ajudaram a construir quem eu sou hoje. Não tenho um “corpinho elegante”, não tenho “rosto lisinho”, mas tenho um sorriso sereno e doce, diferente do “sorriso ansioso” de outrora.

Se tenho muita experiência? Tenho as minhas, e continuo tendo e terei até o final dos meus dias, como todo mundo. O que procuro fazer é não me “sentar no topo delas” (experiências) e acreditar que conquistei tudo e não preciso de mais nada. O que tento é resistir às vezes ao lado “velho” de dizer: “sei disso” e buscar o lado jovem do “será que é assim ou pode ser diferente?” E nessa caminhada, tenho o prazer de conviver com jovens (de várias idades) que sempre me convidam para “rebolar” isto é, sair do conforto e repensar as coisas.

Assim, pertinho de completar 50 anos de vida, estou feliz por ainda ter poesia no olhar e “adolescência” nas veias.

Se tenho experiência? O que você me diz?

E você, tem experiência?

Um beijo enorme no coração de todos vocês.

Ana Cristina Monteiro Fernandes

 

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